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A religião mata

 


Saddam Hussein colocou na bandeira iraquiana as palavras "Allahuh Akhbar" - "Deus é grande". Ele financiou uma gigantesca conferência internacional de guerreiros santos e mulás, e manteve relações calorosas com o outro grande Estado financiador da região, o governo genocida do Sudão. Ele construiu a maior mesquita da região e a batizou de "Mãe de todas as batalhas", com direito a um Corão escrito com sangue que ele alegava ser seu. Quando iniciou sua própria campanha de genocídio contra o povo (majoritariamente sunita) do Curdistão - campanha que envolveu o uso contínuo de armas químicas e o assassinato e a deportação de centenas de milhares de pessoas - ele escolheu o nome de "Operação Anfal", conseguindo com esse termo uma justificativa corânica - "Os despojos" da sura 8 - para espoliação e a destruição de não-crentes. Quando as forças da coalizão cruzaram a fronteira do Iraque, encontraram o exército de Saddam se dissolvendo como um cubo de açúcar em chá quente, mas se depararam com uma resistência tenaz de um grupo paramilitar chamado Fedain Saddam, reforçado por jihadistas estrangeiros. Uma das tarefas do grupo era executar qualquer um que aplaudisse publicamente a intervenção ocidental, e alguns enforcamentos e mutilações públicos logo foram registrados em vídeo para que todos vissem.


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A Modest Proposal

For preventing the children of poor people in Ireland, from being a burden on their parents or country, and for making them beneficial to the publick. Jonathan Swift | 1729 It is a melancholy object to those, who walk through this great town, or travel in the country, when they see the streets, the roads, and cabbin-doors crowded with beggars of the female sex, followed by three, four, or six children, all in rags, and importuning every passenger for an alms. These mothers, instead of being able to work for their honest livelihood, are forced to employ all their time in stroling to beg sustenance for their helpless infants who, as they grow up, either turn thieves for want of work, or leave their dear native country, to fight for the Pretender in Spain, or sell themselves to the Barbadoes. I think it is agreed by all parties, that this prodigious number of children in the arms, or on the backs, or at the heels of their mothers, and frequently of their fathers, is in the present dep...

Ouvindo o silêncio

Comumente pensamos no silêncio como negativo, a mera ausência de som. Silêncios - é melhor pensar no plural -  podem ser longos ou curtos. Diferem em qualidade, bem como em quantidade. Podem ser naturais ou culturais, por exemplo, normais ou patológicos. Podem ser voluntários ou forçados, espontâneos ou estratégicos, quentes ou frios - como os ingleses às vezes dizem, "um silêncio de pedra". A ausência de fala pode igualmente expressar reserva ou humildade. Um silêncio desdenhoso ou insolente precisa ser distinguido de um silêncio ameaçador. As pessoas ficam sem fala por espanto, constrangimento ou até fúria. Em suma, o silêncio não é um fenômeno puramente negativo. O silêncio do professor experimentado é diferente também dos exemplos que acabei de citar. É a arte de fazer uma pergunta difícil e então dar ao aluno tempo suficiente para meditar, para elaborar uma resposta. Nos mosteiros zenbudistas, assim contam, o professor é preparado para esperar anos por uma boa resposta. ...

Escravidão

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