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Mostrando postagens com o rótulo Selo Hell Books

AOS RESIGNADOS

Odeio os resignados! Odeio os resignados, assim como odeio os sujos e os preguiçosos. Odeio a resignação! Odeio a sujeira, odeio a inação. Lastimo o doente curvado por alguma febre maligna; odeio o doente imaginário que um pouco de vontade o recolocaria ereto. Lastimo o homem acorrentado, cercado de guardas, esmagado pelo peso do ferro e da vigilância. Odeio os soldados que o peso de um galão ou de três estrelas curva; os trabalhadores que o peso do capital dobra. Amo o homem que diz o que sente onde quer que se encontre; odeio o candidato em perpétua conquista de uma maioria. Amo o cientista sobrecarregado com o peso das pesquisas científicas; odeio o indivíduo que curva seu corpo sob o peso de uma força desconhecida de um X qualquer, de um Deus. Odeio todos aqueles que, cedendo a um outro por medo, por resignação, uma parte de sua força de homem, não apenas se esmagam, mas me esmagam, a mim, aqueles a quem amo, com o peso de seu concurso horrendo ou de sua inércia idiota. Odeio-os, s...

A thanks giving prayer

For John Dillinger and hope he is still alive Thanksgiving Day, November Twenty-eighth, 1986 Thanks for the wild turkey and the passenger pigeons Destined to be shit out through wholesome American guts Thanks for a continent to despoil and poison Thanks for Indians to provide a modicum Of challenge and danger Thanks for vast herds of bison to kill and skin Leaving the carcasses to rot Thanks for bounties on wolves and coyotes Thanks for the American dream To vulgarize and to falsify until the bare lies shine through Thanks for the KKK For nigger-killing lawmen feeling their notches For decent church-going women with their mean, pinched, bitter, evil faces Thanks for "Kill a Queer for Christ" stickers Thanks for laboratory AIDS Thanks for Prohibition And the war against drugs Thanks for a country where nobody's allowed to mind their own business Thanks for a nation of finks Yes Thanks for all the memories, all right let's see your arms! You always were a headache and y...

Servidão voluntária

Os povos abobados acostumavam-se a servir tão totalmente e até pior do que as criançolas que aprendem a ler vendo as brilhantes imagens dos livros iluminados. O próprio povo tolo sempre faz as mentiras para depois acreditar nelas. Tiranos que se esforçam para acostumar o povo a eles não só por obediência e servidão, mas também por devoção. Sempre foi assim: cinco ou seis obtiveram o ouvido do tirano e por si mesmos dele se aproximaram; ou então por ele foram chamados para serem os cúmplices de suas crueldades, os companheiros de seus prazeres, os proxenetas de suas volúpias, e sócio dos bens de suas pilhagens.

Os pensadores

1632 - 1677 A filosofia de Espinosa é uma crítica da superstição em todas as suas formas: religiosa, política e filosófica. A superstição é uma paixão negativa nascida da imaginação que, impotente para compreender as leis necessárias do universo, oscila entre o medo dos males e a esperança dos bens. Dessa oscilação, a imaginação forja a ideia de uma Natureza caprichosa, dentro da qual o homem é um joguete. Em seguida, essa concepção é projetada num ser supremo e todo-poderoso, que existiria fora do mundo e o controlaria segundo seu capricho: Deus. Nascida do medo e da esperança, a superstição faz surgir uma religião onde Deus é um ser colérico ao qual se deve prestar culto para que seja sempre benéfico. A superstição cria uma casta de homens que se dizem intérpretes da vontade de Deus, capazes de oficiar os cultos, profetizar eventos e invocar milagres. A superstição engendra, portanto, o poder religioso que domina a massa popular ignorante. O poder religioso, por sua vez, forma um apa...

Conscientização de novo

Cia das Letras | 2006 E agora veja só mais um lindo quadro. Um ano, na época do Natal, meu jornal diário, The Independent , estava procurando uma imagem apropriada para período natalino e encontrou uma de um ecumenismo reconfortante, uma peça escolar sobre a natividade. Os três reis magos eram representados, como dizia, radiante, a legenda, por Shadbreet (sikh), Musharaff (muçulmano) e Adele (cristã), todos de quatro anos de idade. Lindo? Reconfortante? Não, não é, nenhum dos dois; é grotesco. Como qualquer pessoa decente pode achar certo rotular crianças de quatro anos com as opiniões cósmicas e teológicas de seus pais? Para entender, imagine uma foto idêntica, com a legenda modificada para o seguinte: "Shadbreet (feminista), Musharaff (marxista) e Adele (anarquista), todos de quatro anos de idade". Não seria essa legenda uma candidata a cartas iradas de protesto? Certamente. Mas, por causa do status estranhamente privilegiado da religião, não se ouviu nem um pio, como não ...

I live in a world of hate: a Nazi state

Os subprodutos do sistema tecnológico estão poluindo tanto nosso ambiente físico quanto psicológico A lição do subproduto ao comportamento religioso dos seres humanos. Observamos grandes número de pessoas - em muitas áreas correspondendo a 100% - que possuem crenças que contradizem diretamente os fatos científicos demonstráveis e também religiões rivais seguidas por outras tantas pessoas. As pessoas não apenas possuem uma certeza apaixonada dessas crenças mas também dedicam tempo e recursos para atividades dispendiosas decorrente delas. Morrem por elas, ou matam por elas. Assombramo-nos com isso, exatamente do mesmo modo como nos assombramos com o "comportamento de auto-imolação" das mariposas. Minha hipóteses específica é sobre crianças. Mais que qualquer outra espécie, sobrevivemos pela experiência acumulada pelas gerações anteriores, e essa experiência precisa ser transferida às crianças em nome de sua proteção e seu bem-estar. Teoricamente, as crianças podem aprender pela...

Três breves reflexões sobre a religião

Religion was invented when the first con man met the first fool   É melhor ler a previsão do tempo antes de rezar por chuva. Fé é acreditar em algo que você sabe que não é verdade. Estou certo de que, com frequência, com bastante frequência, em questões de religião e política, o poder de raciocínio de um homem não está acima do de um macaco. Mark Twain 1835 - 1910

O ópio do povo

  A crítica arrancou as flores imaginárias que enfeitavam as cadeias, não para que o homem use as cadeias sem qualquer fantasia ou consolação, mas para que se liberte das cadeias e apanhe a flor viva. Karl Marx 1818 - 1883

O ópio do povo

A tarefa da história, depois que o mundo do além da verdade se desvaneceu, consiste em estabelecer a verdade deste mundo. É primeira tarefa da filosofia, que está a serviço da história, desmascarar o autoestranhamento humano em suas formas não santificadas, depois que ela foi desmascarada na forma sagrada. Com isto, a crítica do céu se converte na crítica da terra, a crítica da religião na crítica do direito, a crítica da teologia na crítica da política. Karl Marx 1818 - 1883

O mundo assombrado pelos demônios

Durante séculos, a ciência tem estado sob uma linha de fogo que, melhor do que pseudociência, pode ser chamada de anticiência. A história é em geral escrita pelos vencedores para justificar as suas ações, para despertar o fervor patriótico e para eliminar as reivindicações legítimas dos vencidos. Quando não se dá nenhuma vitória esmagadora, cada lado redige relatos autopromocionais acerca do que realmente aconteceu. A nova ideia darwiniana pode ser virada pelo avesso e grotescamente mal empregada: magnatas ladrões e vorazes podem explicar suas práticas criminosas invocando o darwinismo social; os nazistas e outros racistas podem recorrer à "sobrevivência do mais forte" para justificar o genocídio. Mas Darwin não criou John D. Rockefeller, nem Adolf Hitler. A ganância, a Revolução Industrial, o sistema de livre empresa e a corrupção do governo pelos endinheirados são adequados para explicar o capitalismo do século XIX. O etnocentrismo, a xenofobia, as hierarquias sociais, a lo...

O mundo assombrado pelos demônios

  Somos bombardeados regularmente com relatos extravagantes de UFOs divulgados por publicações sensacionalistas, mas é raro ouvirmos algo sobre a sua merecida reprovação. Isso não é difícil de compreender: o que vende mais jornais e livros, o que acumula ibope mais elevados, o que é mais divertido de acreditar, o que repercute mais os tormentos de nosso tempo - naves alienígenas acidentadas ou trapaceiros experientes pilhando os crédulos? Extraterrestres de imenso poderes brincando com a espécie humana, ou o fato de esses relatos se originarem de fraquezas e imperfeições humanas? Sempre me impressionou o modo como a questão é formulada, a sugestão de que não se trata de um problema de evidência, mas de crença. Nunca me perguntaram: "É de boa qualidade a evidência de que os UFOs são espaçonáveis alienígenas?". Descobri que a atitude crédula de muitas pessoas é bastante predeterminada. Algumas serão convencidas de que o depoimento de testemunhas oculares é confiável, de que as ...