Em agosto de 1925, uma burguesa do Norte, Mme L., de sessenta anos, que vivia com o marido e os filhos, mata a nora grávida de seis meses durante uma viagem de automóvel, enquanto o filho dirigia. Condenada à morte, perdoada, terminou a vida numa casa de correção sem manifestar nenhum remorso; pensava ter sido aprovada por deus quando matou a nora "como se arranca erva daninha, coisa que não presta, como se mata uma fera". Dessa selvageria dava como única explicação ter-lhe dito um dia a jovem mulher: "Você me tem agora, portanto será preciso contar comigo." Foi quando suspeitou da gravidez da nora que comprou um revólver, a pretexto de se defender contra os ladrões. Depois da menopausa apegara-se desesperadamente à maternidade; durante 12 anos sentira incômodos que exprimiam simbolicamente uma gravidez imaginária.
Crítica do cristianismo
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