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Farsa nacionalista

Não pense que você é uma solução
Violência e estupidez aqui sempre existiu
Aqui ninguém tem culpa se o país está na merda
Você está deixando isso aqui muito pior

A nacionalidade é uma ficção não apenas absurda, mas perigosa. A ideia patriótica, bem como a ideia religiosa são superstições que a burguesia inventou para conduzir e domar o povo. Para explorar a seu bel-prazer as classes operárias e para fazê-las pacientar, ela os acalenta com a esperança de uma vida mais feliz no outro mundo. E quando esse meio já não basta, quando vê que ela tudo espremeu e sugou o que chama desdenhosamente de populacho, que a fera enlouquecida e faminta necessita de uma presa, ela a lança sobre um outro povo e lhe faz voltar contra seus irmãos as armas que só deveria empregar contra seus opressores.

***

O cidadão só é livre no dia em que elege seu representante. Nos quatro ou cinco anos seguintes, está sem poder; os políticos profissionais formam uma casta privilegiada, uma oligarquia política, a serviço das classes dominantes e não do povo que o elegeu; os parlamentos são alheios aos interesses da população, e seus debates - o circo parlamentar - dispensam qualquer controle ou participação das classes dominadas. Seria possível acrescentar que os mecanismos eleitorais são viciados pelo dinheiro, pela mídia (nas mãos da potências de dinheiro), pela exclusão das mulheres (ontem) e dos imigrantes (atualmente).

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